quarta-feira, 11 de setembro de 2019

24H BTT DE VILA NOVA DE FAMALICÃO 2019 - X EDIÇÃO

24H DE BTT DE VILA NOVA DE FAMALICÃO

EDIÇÃO X

Fazer a crónica de qualquer evento que é designado como a Edição X, deixa logo qualquer "escritor" ansioso, quer pela significância numerológica e matemática ou mesmo pelo mistério que a sua sonância provoca.
Numerológica, X=10ª Edição, 10 vezes que vimos para aqui, colocar corpo e mente a uma prova dura de resistência, divertimento, gastronomia, provas vinícolas, doces conventuais, enchidos do melhor...
Matemática, X como em qualquer equação matemática pode ser qualquer número, por exemplo nos últimos 10 anos, o X podem ser as mais de 7000 pessoas que concorreram a uma prova que nos faz andar de bicicleta durante 24h, nos faz estar entre família e amigos durante 24h, se apresenta como uma das formas mais sérias de nos divertirmo-nos em cima de uma bicicleta. O X pode ainda significar as mais de 2000 pessoas que ajudaram, durante 10 anos, a colocar de pé um dos eventos de BTT com maior sucesso no país. O X ainda pode significar o valor acrescido que significa para a Cidade de Vila Nova de Famalicão. Este evento move massas e por consequência gera receita para o comércio local, que agradece a sua realização. O X ainda pode significar o numero de entidades que ano após ano acredita neste projeto. 
Mistério, X=encruzilhada ou mesmo uma zona de sarilho. Um aviso de que não devemos atravessar! Do outro lado está o desconhecido!! Esta organização conseguiu sempre enfrentar este mistério com uma capacidade organizativa de louvar. Quando o desafio surge e a incerteza aparece, esta organização ganha vontade de superação. Quando alguns, perante a adversidade, recuam eles juntam-se e reinventam-se. O X que não são mais do que 2 pequenas linhas que se cruzam. Cada linha significa a vontade de cada um dos que pertencem a estes Amigos do Pedal de Vila Nova de Famalicão, cruzando estas vontades e unindo-as a Obra acontece e assim venham muitos anos
XXXXXXXXXXXXXXXXXOBRIGADOXXXXXXXXXXXXXXXXXXX



A crónica poderia resumir-se a este texto que acabo de escrever e já era o bastante para perceber a grandiosidade deste evento, mas isto é a minha crónica e uma crónica é um registo cronológico dos acontecimentos.

A preparação para as 24h.
Sabia perfeitamente que teria de ser a Santa Cruz TallBoy a minha companheira de aventura.
Faltavam 2 semanas para o evento e a bike estava totalmente desmontada. Estava numa sessão de embelezamento cujo término foi na sexta, 8 dias antes das 24h, mas apenas na terça o quadro estaria na PROCYCLE para ser montado de novo.
Aqui o primeiro agradecimento para o Rui Abreu e o Rômulo Abreu que fizeram um trabalho espetacular em tão pouco tempo e muito bem feito, já que avarias zero.
No sábado ainda fui buscar a TallBoy às 09h00, obrigando o Rômulo a abrir a loja mais cedo e assim aproveitando para tomar pequeno almoço com ele.

Início da prova
Cerca das 11h30 estava no Padock. Tinha deixado o carro num dos enormes parques disponíveis para atletas e visitantes.


Este Sr foi o primeiro a ser contratado para controlar o parque, mas devido à sua religião tinha que estar junto da Santa!!!! Mas pelo aspecto se a coisa corresse mal ia tudo à martelada!!!

O movimento era impressionante, quer na estrada, quer no Padock. Este frenesim deixava qualquer pessoa que passava na estrada de boca aberta. Um autêntico acampamento cheio de cor e som que dava vontade de participar.


Assim fiz, iniciei a minha participação, primeira volta de reconhecimento.
Zona de transição e o movimento de entradas e saídas era grande.
Contornava-se o acampamento e tínhamos uma das 2 melhores zonas do percurso, Abastecimento.


Túnel de 2 vias tipo Inglês para lá pela esquerda para cá pela direita.




Campo de milho e entrávamos naquela que era a subida mais chata do percurso, quer pela pendente,  quer pelas raízes e também pelo pó que, o decorrer das horas foi aumentando, era curta mas chata.
Na zona seguinte, há 6 ou 7 anos, passávamos na mesma junto à entrada de uma casa, onde estava o Francisco Carvalho, que pela primeira vez ficou na zona intermédia, zona rápida que antecedia a subida para a zona do campo cultivado e que derivava até ao campo de milho, onde as imagens eram espetaculares, pela presença daquele rasgo entre as espigas.



O piso é que parecia ter carris. Imaginem quando nas cidade com eléctricos, passamos com as rodas dos carros nos carris e sentimos aquele pequeno deslize para os sulcos... aqui tinha a mesma sensação.

Zona de escuteiros, que estiveram as 24h em alerta, pequena subida e ciclovia.

Curva à esquerda na zona de tempos intermédia e subida por patamares até à estrada nacional para a Póvoa de Varzim.
A forma suave como foi desenhado o percurso era um hino à imaginação, porque quando vi as primeiras imagens do percurso, e sabia que tinha de ir até à EN até me dava enjoos, lembrando-me das edições iniciais.


Na EN imaginava já o eucalipto, naquela brutal descida, que ao fim de tantos anos deve estar maior, e mais robusto para levar com atletas afoitos... mas não! A organização quis poupar massagens ao Eucalipto e fez uma pequena derivação com duas zonas de descida que antecediam um pequeno salto.




Incursão de fininho na ciclovia e continuava-se a descer.
Entrada na zona de Pena Boa, onde percorríamos uma plantação de frutos vermelhos e começava-mos a ouvir música.
Imaginem ao domingo, quando os altifalantes da igreja estão ligados com música e por vezes ouve-se a liturgia, lá está, era isso mesmo que acontecia, zona Santa onde estava o Francisco Carvalho com as Santas Preta e Loira. Aqui era a festa Total, não havia vez que não houvesse uma palavra de incentivo.







O inspetor vinha verificar se tudo estava à temperatura ideal


Uma equipa numerosa, com um dos meus leitores assíduos, João Bastos Titó, a aquecer as vozes e outros AdP, porque todos eles passaram nesta zona, tal era a festa.
Era a verdadeira zona onde se fazia uma tempestade num copo de cerveja, tal o barulho produzido e as constantes solicitações, para desinflamar as gargantas com frio liquido à base de cevada e lúpulo.
Aqui o Francisco Carvalho e companhia fazia Fur(n)or
A partir daqui com uma subida, plano, descida, subida de novo, serpenteando as árvores, com muita sombra, era uma delícia, porque sabíamos que depois de desembocar num estradão largo, tinha cerca de 1km até chegar à descida em paralelo, onde era obrigado a travar a fundo, para conseguir fazer o cotovelo à direita que antecedia a descida mais espetacular do percurso, as fotos dizem tudo:






Aqui também posso dizer que apesar do resultado não ser um dos meus objetivos, na geral do strava, se as 24h se resumissem a este segmento:


Pois é, eu ficava em 8ºLugar. Apenas foi gravado durante a manhã, porque na minha opinião, fui mais rápido na fase final da prova mas esqueci-me de gravar.
Depois daquele salto que fazia de nós crianças de novo, seguíamos pela ecovia do louro e entrávamos de novo na Aldeia do BTT.

Resumo
Não estive no evento durante cerca de 12h por afazeres pessoais, mas regressei à pista às 05h00 e não mais parei.

Fiquei em 11º lugar da minha categoria, a 2 voltas do top 10. Fiz 18 voltas.

Para terminar e porque a festa esteve ao rubro durante as 24h coloco aqui fotos que significam o verdadeiro espírito deste evento,

Lubrificação para as roldanas


Na Famabike não se perdia a boa disposição!!

Em família


Na AfaCycles também apresentava boa disposição


Fogo de artifício em ação



O Novais a pensar "Olhó!!! Tão limpinho"


O Padock ao rubro







O Jorge Rita em ação


Uma justa homenagem a todos aqueles que acreditam neste projeto.


Um agradecimento especial ao Berto, esposa e filha que durante todo o tempo que lá estive me deram um excelente apoio. Ano após Ano, esta é a minha zona favorita...Bem aquela descida...

Para terminar e mais uma vez um Muito Obrigado a todos aqueles que fazem parte desta equipa.

ABRAÇO XTR

domingo, 19 de agosto de 2018

TRILHOS DA LETRA




Dia 24 e 25 de Agosto vai decorrer a Harvest Fest da Letraria em Vila Verde.




Trilhos de Braga vai estar presente e no dia 25 a ideia é juntar os amigos de manhã e pedalar até à Letraria em Vila Verde para colher Lúpulo.


É um evento informal.
Cada um é responsável pela sua hidratação e alimentação.
É um passeio sem marcações.
Não existem seguros para o evento, mas se precisarem de um, contactem @luismatoseguros ou luismatosseguros@gmail.com :-)
Cada participante é responsável pela sua conduta.

Quem alinha??

sábado, 4 de agosto de 2018

Crónica do III Bracara Urban Race

A III Bracara Urban Race já foi há três semanas mas esta crónica tinha de sair. Podem dizer que é longa. Verdade. Mas é a minha cidade. 
Vem tarde? Talvez! Mas nunca é tarde demais para se elogiar. 
Esta organização merece um grande elogio.
Assim sendo aqui vai a minha crónica.


III BRACARA URBAN RACE
Como começar uma crónica de algo que nos deixa com Orgulho, com Satisfação, com Alegria? Devemos começar por agradecer a todos os que idealizaram e concretizaram este evento que merecia, pelos pormenores e trabalho colocados em prática, atingir o milhar de participantes. Parabéns Margens do Cávado.
 A monumentalidade de Braga e o próprio movimento que a cidade tem nas noites de sábado, deu um colorido especial, tornando muito prazeroso o percurso repetido diversas vezes, no meu caso 7.

Logicamente que um evento destes não é possível sem apoios. As entidades e empresas que se envolveram nesta organização também estão de parabéns.
Há 6 anos atrás tinha idealizado a realização das 3H urbanas em Braga. Tinha como objetivo não só juntar as entidades mas também todos os grupos de BTT que organizavam eventos. Logicamente que tudo é sempre mais difícil quando se tem de começar do zero, quando não se tem uma equipa capaz de ajudar a levantar este espetáculo. As Margens do Cávado não apenas o idealizou, como também conseguiu colocá-lo de pé. Não ficou apenas pelo projeto. Conseguiu firmá-lo e colocá-lo entre os melhores. Este é também o resultado desta III Edição estar inserida no Troféu Urban Race.
A inclusão no troféu acabou por conseguir mínimos de participação muito interessantes mas, e aqui faço a única observação à organização, a divulgação tem de ser mais trabalhada, com uma incessante e atempada publicidade nas redes sociais. Facilmente este evento, no próximo ano, bate recordes de participantes. No que da minha parte depende, recomendo a participação. 2019 estou lá!!


O percurso foi uma agradável surpresa, já que todo palco estava montado na Avenida Central, zona de excelência, contornava o chafariz na Praça da República, conhecida por Arcada, onde estão situados dois dos diversos cafés históricos da nossa cidade. O Vianna e o Astoria. 

Logo de seguida virávamos para a Brasileira, outro dos cafés históricos. Aqui tínhamos a primeira de 4 rampas do percurso.
Entrávamos assim nos claustros da antiga escola comercial de Braga, que agora mais parece estar ao abandono.
Saídos da Rua do Castelo percorríamos o Largo São Francisco onde se situa a Igreja dos Terceiros, entrávamos na Rua dos Capelistas, Campo da Vinha, percorríamos um percurso delimitado por fitas, bem elaborado. Saindo do Campo da Vinha entrávamos pelo norte na Praça do Munícipio, onde se pode ver a Fonte do Pelicano, que pelas suas características se associam ao espírito guerreiro dos Brácaros, onde, se necessário for, mutilamos o nosso corpo para dar de comer e beber aos nossos. A estátua simboliza a Lenda do Pelicano e é assim floreada pelos guias turísticos da nossa cidade, pelo menos alguns. Mas na realidade esta lenda do Pelicano tem um simbolismo católico: tal como Jesus deu o seu corpo e seu sangue para alimentar o povo, o Pelicano na falta de peixe para alimentar os seus filhotes, bicou o seu peito oferecendo a carne e o seu sangue para alimentar os seus filhos. 


Depois da Praça Municipio, tinhamos a segunda rampa junto à Igreja da Misericórdia que está incluída nos edíficios da Catedral da Sé. Esta era contornada pelas traseiras até ao Tribunal de Trabalho.
Subíamos até a uma das portas da antiga cidade. Junto à Capela da Nossa Sra da Torre, tendo já passado pela Igreja da Cividade e Igreja de São Paulo.
Passávamos nos Bombeiros Voluntários de Braga e descíamos até ao Museu D. Diogo de Sousa, entrando à direita no parque radical. Aqui tínhamos um percurso com os vários obstáculos de uma pista de skate, onde nos divertíamos, com pequenos saltos. 

Saímos para a estrada que percorríamos em sentido ascendente e entrávamos na zona de relva adjacente às muralhas do Instituto Monsenhor Airosa, onde se fazem e se vendem as hóstias .


Este Instituto tem um papel social muito importante com diversas valências de apoio aos desfavorecidos, poderão consultar a informação no site http://www.imairosa.pt/



A subida da Rua S. Geraldo era feita com uma pequena incursão num parque de terra que serve de entrada para a Casa de Avelar, uma casa que foi construída na Quinta do Avelar, terreno doado em troca de outro terreno "abaixo da fonte de S. Geraldo" onde seria construído um "Hospital para os pobres serem agasalhados", estamos a falar na época de 1509, do nosso Hospital de São Marcos. Os intervenientes eram D. Diogo de Sousa e Duarte Jácome de Araujo. 
Histórias de outros tempos que fazem parte da História de Bracara Augusta e que nos acompanhou durante todo o percurso. Podem consultar o link abaixo sobre uma história que envolve a Rainha D Maria I e a Família da Quinta do Avelar.

Braga setecentista: uma paixão proibida.


Terminávamos a subida da R S Geraldo e chegávamos ao ponto de água e não era só para beber, tínhamos uma tenda que literalmente refrescava os pensamentos com um sistema de micro-chuveiros. A passagem por este ponto, fazia-me sentir um carro a entrar nos túneis de lavagem, só faltavam as escovas :-D, mas era muito bom.



Aqui alguns atletas sofriam de miopia porque mesmo com 2 contentores de lixo e uma rede, ainda eram alguns os que atiravam as garrafas de água para o chão, fora da zona de lixo.
Uma palavra para esta equipa de apoio que aqui estava. Na maioria escuteiros, faziam um papel muito válido e eficaz.

Seguíamos pela Rua do Anjo, Largo Carlos Amarante e virávamos pela Rua Dr Gonçalo Sampaio para entrar na Av da Liberdade.
Mas no Largo Carlos Amarante temos vários pontos de interesse:
Igreja de Sta Cruz que tem como atração turística a descoberta dos 3 Galos esculpidos em relevo na fachada da igreja, 2 são fáceis de encontrar, mas esta não é a característica mais importante desta igreja, o seu estilo e a riqueza dos seus interiores são motivos de visita obrigatória. IGREJA DE SANTA CRUZ.

A Igreja de São Marcos também faz parte deste conjunto de monumentos que compõe o Largo Carlos Amarante, com inicio da construção no séc 15. IGREJA SÃO MARCOS

Já na Avenida da Liberdade percorriamos entre jardins com flores um percurso ascendente, descendente e por fim ascendente até à Avenida Central.
 
A entrada na Avenida Central era feita através do antigo Café Central, hoje o McDonald's, seguindo os relvados longos da Avenida Central.




Na Avenida Central temos a Basílica dos Congregados, assim designada por ordem da Santa Sé em 1975. A história desta Basílica é riquíssima, considerada por Eduardo Pires de Oliveira «uma das obras-primas da arte bracarense e portuguesa».
Vale a visita e quem sabe pode ter a sorte de visitar a Capela dos Monges um dos 50 segredos da cidade de Braga retratados num livro de Eduardo Pires de Oliveira.





Depois de regressar do Largo da Sra a Branca, terminávamos na reta da meta onde por entre tratores cortávamos a meta para mais uma volta.
Aqui, a organização montou um verdadeiro banquete...




A isto chama-se mimos... muitos mimos!! O incrível nesta situação é que houve atletas que nem deram por esta generosa mesa, onde repúnhamos, sódio, potássio, hidratos de carbono, vitaminas, proteínas, água e até cafeína. Não é muito comum em eventos de competição esta imagem.
Para terminar que já vai longa a crónica, quero agradecer a todos os que durante o percurso me apoiaram, ao Rômulo Abreu que me ajuda a verificar o meu rendimento, informando-me de quantas voltas me está a dar de avanço. Ao spot de assistência da Procycle, onde parei diversas vezes, quer para conversar quer para confraternizar.


Aqui além do chá de lúpulo e cevada tínhamos sempre algum ânimo que era dado pelos amigos que lá estavam.
A família que apareceu para apoiar em diversos sítios e amigos como a trupe do Aragão e muitos outros. Esta é a vantagem de participar em Braga.
Agradecer mais uma vez à organização e através das imagens que demonstram a quantidade de pessoas que assistiram a este evento as imagens seguintes mostram como o comércio também beneficia com este evento.



As fotos do Filipe Brito e do Nuno Novais servem para uma pequena ressalva que se prende com o respeito que se deve ter por todos os participantes. Estes atletas, que por norma lutam por lugares cimeiros, têm uma conduta exemplar na forma como fazem as dobragens e por esse motivo os destaco, mesmo porque tenho a experiência de os ver passar nas 24h e têm sempre o mesmo comportamento exemplar. Estes exemplos devem ser enaltecidos e evitam acidentes indesejáveis e conflitos evitáveis.




As rápidas melhoras para a Rosa Fernandes que teve o azar do lado dela na parte final da prova, conseguindo mesmo assim o pódio.











Termino com uma das imagens iniciais, As Margens do Cávado merece este destaque e merece que em 2019 estejamos lá em força.

ABRAÇO XTR